<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8071414</id><updated>2011-04-21T21:06:38.369+02:00</updated><title type='text'>:::::Veganices - Blog Vegan:::::</title><subtitle type='html'>Reflexões de um Vegano que tenta conhecer o mundo e salvá-lo ao mesmo tempo no malabarismo global de problemas, soluções e heróis do quotidiano.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://veganices.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://veganices.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>João Pedro Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8071414.post-113277170561856075</id><published>2005-11-23T19:46:00.000+01:00</published><updated>2005-11-25T12:35:24.113+01:00</updated><title type='text'>Ajudar o mundo, porquê?</title><content type='html'>Em homenagem ao site Guia de Activismo Online &lt;a href="http://come.to/protesto"&gt;http://come.to/protesto&lt;/a&gt; , aqui deixo uma das mensagens que mais me marcou. Caso tenhas dúvidas sobre a utilidade do teu apoio às iniciativas dos outros, vê o que pode acontecer quando ficamos indiferentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"First they came for the hackers. But I never did anything illegal with my computer, so I didn't speak up. Then they came for the pornographers. But I thought there was too much smut on the internet anyway, so I didn't speak up. Then they came for the anonymous remailers. But a lot of nasty stuff gets sent from anon.penet.fi, so I didn't speak up. Then they came for the encryption users. But I could never figure out how to work PGP anyway, so I didn't speak up. Finally they came for me. And by that time there was no one left to speak up."&lt;br /&gt;&lt;a href="http://alara.dreamhost.com/ajer/sigs.html"&gt;Alara Rogers&lt;/a&gt;, 1995, Aleph Press&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto baseado na declaração &lt;a href="http://www.hoboes.com/html/FireBlade/Politics/niemoller.html"&gt;"First they came for the Jews..."&lt;/a&gt; de Martin Niemöller, pastor luterano alemão, sobre o Holocausto Nazi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8071414-113277170561856075?l=veganices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://veganices.blogspot.com/feeds/113277170561856075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8071414&amp;postID=113277170561856075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/113277170561856075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/113277170561856075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://veganices.blogspot.com/2005/11/ajudar-o-mundo-porqu.html' title='Ajudar o mundo, porquê?'/><author><name>João Pedro Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8071414.post-113276847453111578</id><published>2005-11-23T18:53:00.000+01:00</published><updated>2005-11-23T19:17:43.386+01:00</updated><title type='text'>Construir um País - Eduardo Prado Coelho</title><content type='html'>Construir um País*&lt;br /&gt;Precisa-se de matéria prima para construir um País, por Eduardo Prado Coelho - in Público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.Como "matéria-prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOSPOR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE! E se encontrar alguma pequena coisa para mudar não hesite porque é de pequenas coisas que se fazem as grandes mudanças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDUARDO PRADO COELHO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8071414-113276847453111578?l=veganices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://veganices.blogspot.com/feeds/113276847453111578/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8071414&amp;postID=113276847453111578&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/113276847453111578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/113276847453111578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://veganices.blogspot.com/2005/11/construir-um-pas-eduardo-prado-coelho.html' title='Construir um País - Eduardo Prado Coelho'/><author><name>João Pedro Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8071414.post-109455752672188679</id><published>2004-09-07T13:22:00.000+02:00</published><updated>2004-09-07T13:45:26.720+02:00</updated><title type='text'>Satyagraha - o caminho vegan que falta percorrer</title><content type='html'>De entre os inúmeros movimentos de descolonização, a independência da Índia destaca-se pela liderança de Gandhi, a sua filosofia e método de acção. Quando Gandhi desenvolveu a sua filosofia de não-violência, ele não encontrava uma palavra para defini-la em inglês e então decidiu usar a palavra sânscrita Satyagraha. "Satya" pode ser traduzida como verdade e "agraha" como busca, assim podemos entender "Satyagraha" como a busca da verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘Satyagraha’, escreveu Gandhi, ‘é a reivindicação da verdade não pela inflição do sofrimento ao opositor, e sim ao próprio eu.’ O opositor deve ser apartado do erro pela paciência e pela simpatia. Apartado, não esmagado. A Satyagraha assume uma interacção benéfica e constante entre os interlocutores, tendo em vista a sua reconciliação final. A violência, os insultos e a propaganda superacalorada obstruem o caminho para essa finalidade.” (Fischer, 1984) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca de Gandhi pela verdade durou toda a sua vida. A sua autobiografia tem o subtítulo “meus experimentos com a verdade”. Ele equacionava a verdade com Deus, Deus era a verdade. Esta busca pela verdade não deveria ser isolada, mas social. Ele dizia: “Eu quero encontrar Deus, e para isso, devo procurá-lo junto a outras pessoas. Não acredito que eu possa encontrar Deus sozinho. Se eu pudesse, correria para alguma caverna dos Himalaias”. A verdade não era algo que Gandhi possuia, mas algo que ele buscava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia de Satyagraha não é simples de ser compreendida num sistema de valores ocidentais. A inflição de sofrimento ao eu não deve ser confundida com masoquismo, mas compreendida como coerente com o princípio de não infringir dor ao Outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que quer que façam connosco, não iremos atacar ninguém nem matar ninguém; estou pedindo que vocês lutem, que lutem contra o ódio deles, não para provocá-lo. Nós não vamos desferir socos, mas tolerá-los, e através do nosso sofrimento faremos com que vejam suas próprias injustiças e isso irá ferí-los, como todas as lutas ferem, mas não podemos perder, não podemos... Eles poderão torturar meu corpo, quebrar meus ossos, até me matar, então terão meu corpo inerte, mas não a minha obediência” (Gandhi) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iremos apresentar algumas situações concretas onde estão explícitas as relações de poder existentes, do governo inglês sobre o povo indiano, e a forma de resistência escolhida por Gandhi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satyagraha começou a ser utilizada por Gandhi na África do Sul. Ele havia passado pelo curso de Direito em Inglaterra e trabalhava para uma empresa indiana neste país africano. Um momento significativo para o desenvolvimento da Satyagraha foi quando ele viajava para Pretória, capital do Transvaal, para uma demanda judiciária. Ele viajava à noite, num compartimento de 1a classe, quando um homem branco entrou no compartimento e exigiu que os funcionários da estrada de ferro ordenassem que Gandhi fosse para um vagão de bagagens. Ele protestou, mostrando a sua passagem de 1a classe. Apesar disso, ele foi expulso e jogado fora do trem na estação seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi tinha ido para a África do Sul para trabalhar por um ano. Depois deste episódio no trem, ele permaneceu na África do Sul por 21 anos. Esse evento tornou-se, para Gandhi, um símbolo da injustiça que ele sofria e, principalmente, da injustiça sofrida pelo povo indiano. E ele não podia aceitar isso passivamente. A sua resistência, e a do povo indiano, devia ser ativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após esse evento, Gandhi iniciou a sua campanha de desobediência civil não-violenta na África do Sul, conseguindo mudar a legislação discriminatória contra o povo indiano e conquistando até mesmo o representante da autoridade britânica naquele país, o General Smuts, que por ocasião do 70o aniversário de Gandhi, 25 anos depois, escreveu que homens como Gandhi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘(...) nos redimem de uma sensação de lugar-comum e de futilidade, e constituem uma inspiração para nós, a fim de não nos cansarmos de fazer o bem... Foi meu destino ser o antagonista de um homem pelo qual, mesmo naquela época, eu nutria o mais elevado respeito (...) Para mim – defensor da lei e da ordem – o que houve foi a costumeira situação difícil, o ódio de aplicar uma lei que não gozava de forte apoio popular, e, finalmente, a derrota, quando a lei foi revogada’”. (Gal. Smuts apud Fischer, 1984) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da sua vitória na África do Sul, Gandhi retornou à sua terra natal. Ele já não podia viver uma vida comum de advogado num país estrangeiro enquanto a Índia sofria com as imposições inglesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais impressionantes manifestações que Gandhi liderou na campanha pela autonomia da Índia é conhecida como a Marcha do Sal. Em 1930, Gandhi e outros líderes indianos declararam a total independência da Inglaterra. Para reforçar essa declaração junto ao povo indiano e às autoridades britânicas, Gandhi deveria liderar uma grande campanha de desobediência civil. Ele escreveu uma carta para o Vice-rei Lorde Irwin informando que iria quebrar a lei do sal, um gesto que poderia parecer, no mínimo, bizarro para o Lorde Irwin. Mas, a lei britânica declarava ser crime passível de punição a posse de sal não adquirido do monopólio governamental desse produto. As taxas devidas ao governo pelo sal pesavam muito mais sobre o indiano pobre do que sobre o rico e era principalmente por esse homem pobre que Gandhi lutava pela independência da Índia, desafiando a lei do sal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Gandhi não fez simplesmente isso. Ele, que a esta época tinha setenta e um anos de idade, percorreu a distância de mais de trezentos e setenta quilómetros em vinte e quatro dias, concentrando todo o país em seus movimentos dizendo “Prestem atenção! Eu darei um sinal à nação” (Gandhi apud Fischer, 1984). Por todo o caminho, em cada aldeia que passava, os camponeses acompanhavam a comitiva e participavam em reuniões populares nas quais Gandhi e outros exortavam a população a fazer e usar tecidos de fabricação doméstica (e não tecidos importados da Inglaterra) e a abandonar o álcool e o ópio (fontes de impostos britânicos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse movimento foi importante para a construção do sentimento de identidade da nação indiana e a mobilização para as acções populares que se sucederam. A Índia fervilhava em revolta, furiosa porém pacífica e nada menos que sessenta mil pessoas foram presas. E a despeito dos espancamentoe e das prisões, o povo continuou em estado de não-violência, pois sabiam que Gandhi renunciaria a ele se assim não fosse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi havia escrito na sua carta ao Lorde Irwin: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘Nada, a não ser a não-violência organizada pode conter a violência organizada do governo britânico... Essa não-violência será concretizada na desobediência civil... Minha ambição é, nada menos, a de converter o povo britânico por meio da não-violência e assim induzi-lo a ver o dano que tem causado à Índia’”. (Gandhi apud Fischer, 1984) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia da Inglaterra para manter seu jugo sobre a Índia não diferia muito da estratégia para as outras colônias. Para evitar que a colônia se revoltasse contra a metrópole, esta deveria dividir a população local e fazer com que continuassem sempre em luta entre si. Gandhi sabia disso e desde a sua volta a Índia ele trabalhou para o desenvolvimento de uma nova subjetividade indiana. Para ele, a verdadeira liberdade da Índia significava o surgimento de um indivíduo indiano livre e novo, um indivíduo que abolisse as diferenças entre as castas, principalmente a que separava os intocáveis (párias na sociedade indiana) e um indivíduo que fosse tolerante à diversidade religiosa existente na Índia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de toda a luta pela independência da Índia, Gandhi agia com a atenção voltada para o povo indiano com o objetivo de diminuir estas distâncias. Jejuou muitas vezes contra a violência entre hindus e mulçumanos. Jejuou outras tantas e liderou campanhas de arrecadação em favor dos intocáveis. Mesmo com a concretização da independência e a divisão da Índia, Gandhi continuou trabalhando para que essa injustiça e intolerância deixassem de existir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi Hoje &lt;br /&gt;O sucesso de Gandhi na luta não-violenta contra o colonialismo britânico é visto como uma anomalia num mundo que considera a violência e as relações de poder como as principais forças motrizes da história. Apesar de Gandhi ser admirado por muitos, os seus métodos não são considerados importantes pelos cientistas políticos dos nossos centros académicos ocidentais. Acredita-se que o que Gandhi conseguiu foi único, restrito à sua época, lugar e pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, percebe-se que vários movimentos que tiveram lugar na segunda metade do século XX tiveram as suas ideias baseadas no modelo lançado pelo movimento social liderado por Gandhi. O movimento pelos direitos civis liderado pelo Reverendo Martin Luther King, Jr. nos Estados Unidos da América é um claro exemplo disso. Luther King, Jr. era um admirador da filosofia de não-violência de Gandhi e conheceu os seus seguidores numa viagem à Índia, acabando por se convencer que a resistência não-violenta era a arma mais poderosa nas mãos das pessoas oprimidas na sua luta pela liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários outros movimentos políticos endossaram e praticaram em algum grau a estratégia da não-violência. Mesmo que esses movimentos não tivessem a consciência de estarem seguindo o modelo colocado por Gandhi, as características das suas ações políticas em alguns momentos apontam para a teoria e prática desenvolvida por ele. Podemos citar alguns exemplos desses movimentos, como a Revolução Iraniana (década de 1970), o Poder do Povo nas Filipinas (1986), o Solidariedade na Polônia e o Charter 77 na Checoslováquia, a primeira Intifada na Palestina (final dos anos 1980) e os movimentos pró-democracia na China (final dos anos 1980). Não vamos discorrer sobre esses movimentos e apenas indicaremos o artigo do professor Richard Falk, da Universidade de Princenton, citado na bibliografia do presente trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que distingue o movimento de Gandhi era a sua total confiança na não-violência para desafiar, desmantelar e transformar uma inteira estrutura de poder e autoridade, e para cumprir esse objetivo, tinha a sua base numa massiva mobilização de um povo desarmado, muitos dos quais treinados para suportar violência sem responderem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda a violência presente no mundo em escala global e local, poderíamos pensar que a aplicabilidade do pensamento de Gandhi no nosso tempo é utópica. Mas, cada vez mais pessoas têm percebido que a guerra é ineficaz como instrumento político e mais ainda, que a violência raramente obtém sucesso como estratégia para transformação, ou para manter o controle social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acção política de Gandhi estava firmemente baseada em valores éticos e humanos que transcendiam a sua época e o seu grupo social. Ele dizia: “‘Os homens dizem que eu sou um santo, perdendo-me a mim mesmo em política. O fato é que eu sou um político fazendo o máximo possível para ser um santo’” (Gandhi apud Fischer, 1984). A sua religião caracterizava-se pela tolerância, pelo respeito às outras pessoas. Ele incentivava os cristãos a serem bons cristãos, muçulmanos, hindus e judeus a serem verdadeiros religiosos. E dizia a respeito de sua própria fé: “‘A não-violência é o artigo número um de minha fé – e é também o último artigo de meu credo’” (Gandhi apud Fischer, 1984).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto revisto em português&lt;br /&gt;(Fonte: http://cyberia.tuxsp.org/~markrenton/modules.php?name=Forums&amp;file=viewtopic&amp;t=100&amp;sid=5d7389598c6be0dc355ae09b8008f5e5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, digam-me lá, se com um método assim, não acabávamos com as touradas em Portugal em 3 tempos??&lt;br /&gt;Temos de voltar a revisitar a História e ver o que já foi feito para o melhoramento da nossa sociedade, tendo em conta que só a paz é o caminho, mas que tudo tem um custo a pagar. Pessoalmente, acho que o exemplo de Gandhi me alarga os horizontes na luta pelos animais e me deixa esperançado em participar em actos de paz pelos animais.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8071414-109455752672188679?l=veganices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://veganices.blogspot.com/feeds/109455752672188679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8071414&amp;postID=109455752672188679&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/109455752672188679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/109455752672188679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://veganices.blogspot.com/2004/09/satyagraha-o-caminho-vegan-que-falta.html' title='Satyagraha - o caminho vegan que falta percorrer'/><author><name>João Pedro Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8071414.post-109438409141817494</id><published>2004-09-05T13:10:00.000+02:00</published><updated>2004-09-05T15:01:55.290+02:00</updated><title type='text'>O Dilema da Bóia</title><content type='html'>Caros Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se fala e discute quando se chega à comida vegan: afinal, apesar de isenta de produtos animais, é sempre um prazer sentir o palato vibrar com os mais diversos aromas vegetais que afloram pelo goto quer em restaurantes, quer na receita mais caseira que possamos fazer em casa.&lt;br /&gt;De facto, por várias vezes fui confrontado com um terrível dilema moral e alimentar: será que como vegan que sou, devo comer um prato onde foi cozinhado algum produto de origem animal, havendo a possibilidade fisica de separar as partes animais (menos dignas) dessa refeição para o lado ou até pedir ao cozinheiro que as faça evaporar antes da chegada do prato à mesa? Pessoalmente, penso que cada caso é um caso, e cada cabeça sua sentença.&lt;br /&gt;Recordo-me rapidamente de um prato que muito gosto de sorver com pão: caldo verde. O grande problema reside no facto de nos restaurantes comuns se recorrer ao uso de uma bóia maléfica que ao invés de salvar o prato, o afoga em mágoas sentidas, em primeira instância pelos animais e depois pelo mais ferrenho vegan. Como já devem ter reparado, falo do malfadado chouriço de carne. O que tento sempre fazer quando como fora de casa, (pois em minha casa toda a comida que ingiro é benzida por vegetais) é precisamente evitar deixar-me "afogar" no primeiro restaurante que encontro ou não deixar o estômago comandar a cabeça guiando-me, feito lobo mau, pelos maus pratos alimentares.&lt;br /&gt;Porém, quando se "cai" numa terra pequena, onde nem restaurantes abundam, quanto mais restaurantes vegetarianos, o que se deve fazer é sobreviver da melhor forma possível. Ou seja, se só tem aquele prato de caldeirada de carnes e vegetais ou o velho caldinho verde para optar, onde flutuam bóias perdidas ao vento do sopro para arrefecer, o que eu aconselho é a pedir ao cozinheiro de serviço que salve aqueles pedaços de seres sencientes e me apresente o prato o mais imaculado possível de todas as violências que possam ter sucedido na escuridão da cozinha.&lt;br /&gt;É claro que não posso esperar um prato destituído de alguns aromas animais, mas pelo menos não compactuo com o consumo directo de carne. A diferença faz-se pela ausência de consumo da carne e pela recusa veemente em partilhar espaço no prato com aqueles pedaços de almas perdidas.&lt;br /&gt;Como já devem estar a pensar, este gajo não é vegan....mas um fingidor vegan.....podem chamar-lhe o que quiserem, mas como eu costumo dizer: é preferível um vegan vivo do que um vegan morto.....pois, muitas vezes na vida temos de aprender a gerir as situações com que nos vamos deparando e saber o que fazer, sem ficarmos de estômago vazio ou a pão e água.&lt;br /&gt;Por isso, evitem o que puderem cairem nestes restaurantes limitantes e viciados nos mesmos pratos (batata frita, arroz branco, alface e tomate, como únicos vegetais disponíveis) , mas quando a dificuldade surge, não hesitem em pensar que se pode comer em qualquer lugar, desde que se tenha o bom senso de não cair nos critérios de um gourmet vegan ou no fanatismo de um vegan xiita. Pode-se inclusivamente, nos restaurantes mais acessíveis, pedir para construir o nosso prato, com se de um puzzle se tratasse: o arroz de um prato......o feijão de outro, as verduras doutro e assim por diante.&lt;br /&gt; Conclusão: a bóia teoricamente serve para nos salvar de morrer afogados, quando caímos ao mar, mas neste caso concreto, apenas nos afunda na culpa se deixarmos que ela exista enquanto bóia.....podem sempre pensar: eu sei nadar sozinho, sem bóias e sem braçadeiras....larguem-se por favor!!!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8071414-109438409141817494?l=veganices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://veganices.blogspot.com/feeds/109438409141817494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8071414&amp;postID=109438409141817494&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/109438409141817494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/109438409141817494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://veganices.blogspot.com/2004/09/o-dilema-da-bia.html' title='O Dilema da Bóia'/><author><name>João Pedro Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8071414.post-109351550959547068</id><published>2004-08-26T11:21:00.000+02:00</published><updated>2004-09-07T12:56:43.546+02:00</updated><title type='text'>A polémica não mora ao lado....ela esconde-se nos sítios menos próprios</title><content type='html'>Recebi um email de uma amiga que me alertou para a existência no novo blog da Espiral (centro alternativo com restaurante, snack-bar, livraria, loja e terapias alternativas, em Lisboa), de um texto escrito por mim, aquando de uma campanha que lancei com vista a sensibilizar a Espiral a erradicar o prato de peixe que infelizmente comercializam e, que a meu ver, apenas facilita as pessoas a confundirem diferentes conceitos: vegetarianismo, macrobiótica e veganismo. De facto, apesar de terem alguns aspectos alimentares em comum, são modos de vida bem distintos.&lt;br /&gt;Da minha parte já respondi às questões colocadas no blog da Espiral e espero respostas posteriores, se eles se derem a esse trabalho.....o que eu duvido, porque motivação e perseverança só a vislumbro no pessoal vegan que resiste e resiste e volta resistir sempre ao gozo, à humilhação e à incompreensão de quem não se importa com as consequências dos actos mais singelos, como comprar uns sapatos ou uma roupa novos, ou até mesmo ao escolher um detergente para a loiça mais cheiroso e suave para as mãos. Pessoalmente, penso que a oferta de pratos de peixe é tão grande, quer a nível nacional quer a nível internacional, que não faz qualquer sentido a Espiral manter um prato de peixe que apenas confunde as pessoas que frequentam o seu espaço. Já estou a imaginar as pessoas que por lá passam a comentarem umas com as outras......"Será isto uma parte oculta do vegetairianismo?"......"Olha....olha, afinal aquilo de não comerem peixe é tudo tanga!!!!"........"Ah!!afinal eles falam, falam, mas papam o peixinho todo como nós!!!!"......."Têm aqui prato de peixe para as fraquezas do corpo.....deve ser para matar as saudades das espinhas na boca"&lt;br /&gt;Se quiserem dar uma rapidinha ao blog da Espiral e deixar lá algumas palavras inspiradas e devidamente nasaladas, aqui vai: &lt;a href="http://daespiral.blogspot.com/2004/08/vegans-contra-prato-de-peixe.html"&gt;http://daespiral.blogspot.com/2004/08/vegans-contra-prato-de-peixe.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enfim, para quem ainda não sabe distinguir estas 3 variantes de vida, aqui vão umas descrições sumárias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Macrobiótica&lt;/strong&gt; - por Francisco Varatojo - Instituto Macrobiótico de Portugal&lt;br /&gt;Neste artigo tentarei elucidar os leitores sobre o que são a alimentação e o estilo de vida macrobióticos, uma vez que me parece haver uma certa confusão por parte do público em geral sobre que é e o que não é este modo de vida. Leio com alguma frequência, críticas à prática alimentar macrobiótica, que não têm muitas das vezes qualquer fundamento dum ponto de vista nutricional, por mero desconhecimento técnico por parte de quem escreve a crítica.&lt;br /&gt;Existe também a ideia de que a Macrobiótica e o vegetarianismo se regem pelos mesmos princípios, o que também não é verdade - o regime macrobiótico sendo predominantemente de origem vegetal, não é necessariamente um regime vegetariano; o uso de produtos animais (preferivelmente peixe) é aceitável e nalguns casos necessário dependente de factores como o clima, grau de actividade física, antecedentes biológicos e outros.&lt;br /&gt;A Macrobiótica não é exclusivamente uma dieta, um regime, mas sim um estilo de vida que tem como objectivo último ajudar-nos a desenvolver o nosso potencial humano, ao seguirmos as leis da natureza dum ponto de vista biológico (através da alimentação), ecológico (fazendo escolhas diárias que contribuem para uma melhor qualidade de vida ambiental), social e espiritual (tratando os outros com amor e compaixão e assumindo a nossa responsabilidade como um pequeno elo numa vasta cadeia de seres e fenómenos).&lt;br /&gt;A origem da palavra é grega, "macro" - grande - e "bio" - vida e não significa apenas "grande vida" mas também a capacidade de vivermos a vida duma forma grandiosa e magnífica. A esse nível, a alimentação é importante, essencial, porque nos dá a base biológica, a saúde para gozarmos a vida em todo o seu esplendor e para termos sensibilidade para com o meio que nos rodeia. Nós somos literalmente o que comemos, os alimentos criam o nosso sangue que vai nutrir as células, os órgãos, o cérebro. Sem alimentos a vida não é possível.&lt;br /&gt;A palavra Macrobiótica foi utilizada por filósofos gregos como Hipócrates e na era moderna primeiro no séc. XVIII por um professor de medicina alemão, médico pessoal de Goethe, chamado Christoph Von Hufeland que escreveu o livro "Macrobiótica, ou a Arte de prolongar a Vida" onde prescreveu recomendações muito semelhantes às da "macrobiótica moderna". Nos finais do séc. XIX, um médico do exército japonês, Sagen Ishisuka, que se curou duma doença de rins intratável pela medicina moderna, adoptando um regime alimentar baseado em cereais integrais e vegetais, fundou a primeira organização macrobiótica denominada na altura Sokuiokai e foi extremamente famoso no Japão nos finais do séc. XIX e início do séc. XX.&lt;br /&gt;Para Ishizuka todos os problemas de saúde e sociais tinham como origem uma má nutrição, particularmente um desequilíbrio entre sódio e potássio nos alimentos e, para ele, todos os problemas podiam ser corrigidos adoptando uma prática alimentar de acordo com a constituição biológica humana, em especial a utilização de cereais integrais e vegetais como alimentos principais.&lt;br /&gt;O trabalho de Ishizuka foi continuado e desenvolvido por George Ohsawa que nos anos 30 trouxe os seus ensinamentos para a Europa, em especial para a França e Bélgica; Ohsawa escreveu dezenas de livros e foi relativamente conhecido em França, mas duma forma geral, o que se conhece mais da abordagem de George Ohsawa é uma prática alimentar macrobiótica extremamente restritiva que não se adapta bem (na minha opinião) à vida moderna. Isto, apesar de Ohsawa ter uma concepção extremamente alargada do regime macrobiótico, recomendando desde dietas muito simples, monodietas, até regimes com uma quantidade aceitável de produtos animais e pequena quantidade de bebidas alcoólicas.&lt;br /&gt;Ohsawa prescrevia segundo a condição individual - para ele, praticar macrobiótica era comer segundo as necessidades em constante mutação de cada um - para algumas pessoas jejuar é a terapia, para outros comer bastante variedade e divertir-se é a solução mais indicada. No entanto, na prática diária, os cereais integrais e os vegetais continuam a ser os alimentos mais adaptados à espécie humana, e consequentemente aqueles que mais ajudam a criar e a manter a saúde.&lt;br /&gt;Os ensinamentos de George Ohsawa foram na geração seguinte disseminados pelos seus discípulos orientais particularmente Michio e Aveline Kushi, Herman e Cornelia Aihara, Tomio e Bernardete Kikuchi, Shizuko Yamamoto, Clim Yoshimi, entre outros e na geração actual especialmente por estudiosos europeus e americanos. Michio Kushi, residente nos Estados Unidos desenvolveu um modelo alimentar mais simples de compreender e mais adaptado à vida moderna denominado "Alimentação Macrobiótica Padrão" (Standard Macrobiotic Diet), o modelo alimentar mais utilizado pela maioria dos praticantes macrobióticos modernos.&lt;br /&gt;Nas linhas que me restam para concluir este artigo, vou tentar identificar aqueles que me aparecem ser os aspectos mais importantes da alimentação e estilo de vida macrobióticos.&lt;br /&gt;Devemos comer segundo as nossas características biológicas - o Homem é por natureza um ser designado para comer maioritariamente alimentos de origem vegetal, em particular cereais e vegetais, apesar de ter a capacidade para ingerir de tudo.&lt;br /&gt;A alimentação deve reflectir o enquadramento geográfico e climático pelo se deve adaptar aos diferentes climas e habitats; deve também ser tradicional, ou seja devemos escolher um estilo alimentar que venha a ser seguido há séculos (os cereais, os vegetais e as leguminosas foram a base alimentar da espécie humana durante milhares de anos e só recentemente esses hábitos foram alterados).&lt;br /&gt;A noção de bipolaridade, ou a teoria de "yin" e "yang" é uma parte essencial deste estilo de vida - a ideia de que todos os fenómenos, alimentos incluídos, têm qualidades energéticas, metafísicas e de que a harmonia relativa é conseguida quando "equilibramos" estes dois pólos, yin e yang, nas nossas vidas.&lt;br /&gt;Temos o livre arbítrio para escolhermos comer e viver como quisermos, mas há uma responsabilidade inerente a cada uma das escolhas que fazemos; não existem alimentos proibidos mas existe um critério a partir do qual podemos escolher duma forma mais responsável e consciente.&lt;br /&gt;Essencialmente, na prática da Macrobiótica, a saúde e a felicidade começam em cada um de nós, e as nossas vidas são em grande parte, um reflexo das nossas escolhas e prioridades.&lt;br /&gt;Espero que com este artigo passe a ter uma ideia mais alargada e mais acertada do que significa praticar macrobiótica; oportunamente escreverei sobre os aspectos mais técnicos e nutricionais desta prática alimentar.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.e-macrobiotica.com/inc_a_macrobiotica.htm"&gt;http://www.e-macrobiotica.com/inc_a_macrobiotica.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outra fonte para consulta: &lt;a href="http://www.copacabanarunners.net/indgeral.html?http://www.copacabanarunners.net/dieta-macrobiotica.html"&gt;http://www.copacabanarunners.net/indgeral.html?http://www.copacabanarunners.net/dieta-macrobiotica.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vegetarianismo&lt;/strong&gt; - é um modo de vida em que não se consome carne e peixe, por diversas razões, entre elas, médicas, éticas, espirituais, ecológicas, emocionais, etc. Os vegetarianos podem consumir ovos, produtos lácteos e todos os derivados de origem animal, surgindo daí a respectiva denominação: ovo-vegetarianos, ovo-lacto-vegetarianos e lacto-vegetarianos. A par disso, actualmente também existe uma nova subclasse de (falsos) vegetarianos, denominados semi-vegetarianos, dado que não consomem carne vermelha (bovinos, caprinos e suinos), mas consomem peixe e por vezes até mesmo carne branca de aves.&lt;br /&gt;Fontes para pesquisar: &lt;a href="http://www.vegetarianismo.com.br/"&gt;http://www.vegetarianismo.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.taps.org.br/vegetarianismo.htm"&gt;http://www.taps.org.br/vegetarianismo.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.goveg.com/"&gt;http://www.goveg.com/&lt;/a&gt; (também inclui o Veganismo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veganismo&lt;/strong&gt; - é um modo de vida, nascido após a segunda guerra mundial, na Grã-Bretanha, pela necessidade de alargar o leque de compaixão pelos animais, deixando de os comer, mas também deixando de usar qualquer produto animal, alimentar ou não-alimentar. Em suma, um vegan não consome carne/peixe, lacticínios, mel, ovos, peles, produtos testados em animais, couros, seda, lã, geleia real e cera (das abelhas), corantes e conservantes de origem animal, etc.Trata-se de estilo de vida fortemente associado à vida urbana, onde o contacto e conhecimento das violações cometidas contra os animais se evidenciam mais, como acontece nos matadouros, nas touradas, nas indústrias dos lacticínios, das peles, da experimentação animal, da criação intensiva de animais, dos circos, da caça e pesca desportivas, etc. No Veganismo, os srgumentos usados que corroboram esta opção de visa são: éticos, ambientais, médicos, humanitários, entre outros.&lt;br /&gt;É um tipo de vegetarianismo mais coerente, dado que erradica todas as formas directas ou indirectas de sofrimento animal.&lt;br /&gt;Fontes para pesquisa: &lt;a href="http://galaxia-alfa.com/vegan"&gt;http://galaxia-alfa.com/vegan&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vegansociety.com"&gt;www.vegansociety.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, se agora não estiverem esclarecidos, podem sempre inventar o vosso conceito alimentar e ganhar a vida a fazer conferências e workshops pelo mundo, anunciando uma inovadora forma de comer muito e mal e perder peso em simultâneo....ehehehehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8071414-109351550959547068?l=veganices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://veganices.blogspot.com/feeds/109351550959547068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8071414&amp;postID=109351550959547068&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/109351550959547068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/109351550959547068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://veganices.blogspot.com/2004/08/polmica-no-mora-ao-ladoela-esconde-se.html' title='A polémica não mora ao lado....ela esconde-se nos sítios menos próprios'/><author><name>João Pedro Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8071414.post-109343045650663755</id><published>2004-08-25T21:03:00.000+02:00</published><updated>2004-08-26T11:20:46.523+02:00</updated><title type='text'>Veganices - a Odisseia por um mundo onde todos são a mudança possível</title><content type='html'>Caros Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu hoje mais um local de compaixão pelos animais e por todos os seres que sofrem directa ou indirectamente pelo uso de produtos de origem animal. Ser vegan é somente ver além do nosso umbigo e tolerar que o máximo de seres vivam a sua existência sem que alguém os mate ou explore, para os comer/beber, vestir, calçar ou para se divertir à sua custa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um crescimento contínuo, quer em termos alimentares, sociais, familiares, económicos e éticos, pois cada vez mais um vegan tem de ser uma pessoa dotada de paciência e tolerância pelas opções alheias, mesmo quando tal implica o sofrimento de outros seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprendizagem do Veganismo faz-se pela paz, compreensão e tolerância em relação aos outros, mas pela exigência e perseverança pessoais em ser sempre o melhor exemplo do que a compaixão pode melhorar a sua vida pessoal e o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se iludam: o Veganismo é o futuro e, quem não o vir rapidamente ficará preso ao passado, pois o sofrimento e a morte dos animais, a exploração a que os sujeitamos, o prejuízo do ambiente e a doença nas nossas vidas são um fruto podre de uma sociedade egocêntrica que irá cessar no seu tempo. Se queres pertencer ao futuro, pensa com o coração e torna-te vegan :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais, o ambiente e a tua saúde agradecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8071414-109343045650663755?l=veganices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://veganices.blogspot.com/feeds/109343045650663755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8071414&amp;postID=109343045650663755&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/109343045650663755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8071414/posts/default/109343045650663755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://veganices.blogspot.com/2004/08/veganices-odisseia-por-um-mundo-onde.html' title='Veganices - a Odisseia por um mundo onde todos são a mudança possível'/><author><name>João Pedro Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
